Essa semana a Beatriz foi tomar a segunda dose das vacinas contra meningite e pneumococos. A enfermeira precisou passar os dados da carteirinha dela para um cadastro e notou que ela não tomou as duas doses da vacina contra rotavírus. Ela não falou nada, mas foi evidente a crítica no tom de voz quando ela perguntou se eu não tinha mesmo dado a vacina.
Eu estudei um pouco sobre vacinas antes de decidir não dar a Beatriz todas as que aparecem pela frente. Claro que não sou do ramo da saúde, não domino as ciências biológicas, mas também não foi uma decisão cega, baseada exclusivamente na confiança na opinião de um ou outro médico. Li muito e concluí que não quero que a Beatriz tome todas as vacinas.
Coincidentemente a Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria nada esclarecedora sobre uma tal "teoria conspiratória" que estaria induzindo desinformados a deixar de vacinar seus filhos e dificultando a erradicação da poliomelite e do sarampo do mundo.
A meu ver, a reportagem da Folha e a abordagem dada pelo Governo sobre vacinas fazem com que as pessoas sejam desinformadas. É um pouco óbvio que as vacinas geram efeitos colaterais e possivelmente danosos, afinal são substâncias estranhas introduzidas no corpo humano. Seria bastante útil à população que tais efeitos fossem esclarecidos, para que ficasse claro o motivo pelo qual o Governo acredita que, mesmo com os efeitos, é melhor tomar as vacinas. A absoluta falta de informação sobre eles, a tentativa de se fazer crer que as vacinas são substâncias mágicas que só fazem o bem, retira da população o elemento mais importante da liberdade: a informação.
Eu recomendo algum estudo sobre as vacinas aos pais, antes de sairem vacinando seus filhos a torto e a direito. São dois os motivos mais relevantes pelos quais eu acho que a ponderação custo-benefício de cada vacina deve ser analisada com cuidado:
1) Em uma linguagem simples, e baseada no que eu consegui entender dos estudos que li (sogra, se eu falar besteira por favor me corrija!), o sistema imunológico das pessoas age de duas maneiras. Ele tanto pode atacar doenças agudas, as infecções causadas por vírus e bactérias, numa espécie de "guerra intensiva" contra o invasor; quanto pode agir de maneira mais suave, também contra invasores, mas de maneira que a tal "guerra" dura mais tempo, o que acontece nas alergias. Se uma pessoa não tem nenhuma infecção quando criança, essas normais da fase infantil, como gripe, catapora, seu sistema imunológico não se desenvolve direito para a "guerra intensiva" e, em compensação, para as alergias fica super desenvolvido e decreta uma "guerra fria" contra tudo, causando doenças crônicas e autoimunes. Daí o aumento do número de casos de rinite e asma. Em contra-partida qualquer gripe, na fase adulta, vai derrubar a pessoa, porque seu sistema imunológico não sabe se defender sozinho, fica meio dependente de vacina pra tudo.
2) Há estudos sérios que concluem que a existência de mercúrio como elemento conservador de algumas vacinas, em especial aquela contra sarampo, pode causar (e já causou em muitos casos) danos neurológicos irreversíveis à criança, principalmente o autismo.
Para melhor entender, dêem uma olhada neste trabalho, que eu gostei bastante: http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/arquivos/arquivo_68_cesaho.pdf
Vocês podem não acreditar nessas informações e decidir dar todas as vacinas existentes para seus filhos. O meu manifesto é pelo direito de escolha, e não contra as vacinas. Sem as informações, não há propriamente liberdade de escolha. Então, tomem a decisão que julgarem mais apropriada, mas estudem o assunto e duvidem de qualquer posição radical, do tipo bem contra o mal. Nada é tão perfeito assim, nem tão ruim assim. Na minha opinião: a indústria farmacêutica tem muito poder e muito interesse em vender muitas e muitas vacinas, e muitas doenças são realmente muito ruins e a vacina contra elas vale a pena, mesmo com efeitos colaterais.
Mudando de assunto, para ficar mais leve, ontem a Beatriz tomou suco de laranja lima pela primeira vez. Ou melhor, ela encostou a língua no suco, e não tomou nada. Olhem a cara de decepção... Hoje vamos tentar de novo.
| "Esse leite está estragado..." |
Oi Vanessa! cheguei aqui por indicação da Dra. Beth, que trata a minha filhota Analu!
ResponderExcluiradorei o post sobre as vacinas e sobre o direito do questionamento. Sou pediatra e homeopata tb e hoje, consigo entender as mães que não vacinam seus filhos...
mas ao me perguntarem se vacino a Analu.... respondo que sim... talvez justamente por ser pediatra, fico querendo protegê-la dessas doenças horríveis que eu já vi... enfim!
o assunto é longo, e acabou me motivando a fazer um post no meu blog tb! http://pedintegral.blogspot.com
qualquer hora passa lá dar uma xeretada! rs!
sua filhota é um doce de côco, parabéns! que expressiva que ela é!!!! beijão!