sábado, 14 de janeiro de 2012

Projeto Noite Feliz

   Eu sei, eu sei, ando bem sumida. Trabalhar e ser mãe ao mesmo tempo é uma delícia, mas toma um tempo danado, o blog acabou ficando em segundo plano. Volto hoje para compartilhar um assunto que vem gerando interesse entre muitas amigas mamães: a hora de dormir. 

   Nesses últimos meses a Beatriz não passou a dormir mais. Ao contrário, decidiu de uma vez por todas que não gosta de dormir e pronto. Ela quer ficar acordadona com a gente, fazendo o que quer que a gente esteja fazendo. Mas ela não aguenta e fica chorosa. Eu tento coloca-la no berço, ela chora, eu deixo ela brincar, ela chora, eu dou o peito (sim, ainda estou amamentando), ela gosta, mas quando percebe que isso faz com que ela durma, ela chora, e ficamos assim duas, três horas, até que ela desmaia exausta. 

   Tentamos de novo o método da Encantadora de Bebês, mas não funciona mais. Foi bom enquanto durou, nos ensinou muitas coisas, em especial quanto à importância da rotina, mas encontramos várias falhas no método que não coseguimos transpor. Por exemplo: o livro manda ficar tirando e colocando o bebê no berço enquanto ele estiver chorando. Não diz o que fazer se suas costas travarem depois de você fazer isso 300 vezes seguidas. Nem como controlar os nervos por estar ouvindo seu bebê chorar bem ali no seu ouvido por mais de duas horas. o método pressupõe mães heroínas, ou robôs, e eu sou só eu, mãe humana, mãe ursa, com costas e ouvidos que doem.

   Então, depois de muita muita muita relutância eu comprei o livro Nana Nenê. Na verdade comprei um plágio do Nana Nenê original, escrito por uma espanhola, já que o original estava esgotado na loja. Para quem não conhece, o método consiste, basicamente, em ensinar a criança a dormir sozinha retirando todos os apoios de sono que não podem ficar a noite toda (o peito, o balançar do carro, nós mesmos plantados do lado da cama) e substituindo-os por outros que podem ficar a noite toda (um ursinho, um móbile novo, um paninho). Claro que a criança chora quando a gente sai do quarto, e o método também prevê que a gente fique entrando no quarto em intervalos regulares que vão se espaçando, para explicar para ela que ela não está sendo abandonada, mas não pega-la no colo, não embalar, não fazer mais nada. Deixa-la chorar até dormir.

    Eu achava radical demais, não queria aplica-lo de jeito nenhum. Mas me rendi e estou tentando. Lemos o livro, eu e o Tiago, nos preparamos e ontem foi o primeiro dia. Viemos para casa mais cedo, apresentamos para a Bê o amigo de dormir novo dela (o cachorrinho Dudu), o móbile novo, demos banho, janta, escovamos os dentes (ela já tem 6 e meio - o meio está nascendo!!!!), colocamos ela no berço às 21:45 (mais tarde do que planejávamos, nos atrasamos nas apresentações), explicamos o quanto a amamos mas agora ela vai dormir sozinha, apagamos a luz e saímos. Ela abriu o berreiro. Começamos a nos revezar para entrar no quarto nos intervalos de 1, 3 e 5 minutos, já preparados psicologicamente para fazer isso a noite toda, afinal, a Beatriz não ia aceitar fácil duas novidades: dormir cedo E sozinha. Mas não é que ela se rendeu rapidinho? Trinta minutos e sete entradas depois a Bê parou de chorar. Silêncio. Ficamos parados do lado de fora da porta, incrédulos. Passados alguns minutos eu não aguentei e entrei para ver o que estava acontecendo. Ela estava lá, dormindo abraçada com o Dudu, segurando o paninho. E ficou a noite toda. Acordou hoje de manhã às 8:30 feliz da vida, com o mesmo bom humor de todos os dias.

   Ainda não dá para cantar vitória, temos muitos dias pela frente, mas o primeiro dia foi melhor do que o esperado. Vou compartilhar com vocês essa aventura, para que vocês possam fazer uma corrente de pensamento positivo para dar certo. Torçam para daqui uma semana a Beatriz já ter aprendido a ir dormir por conta própria e feliz.

   Beijos


Anjinho dormindo na praia. 2012 - o ano do sono.


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